Posts Tagged ‘yo la tengo’

Special Pillow – Inside The Special Pillow

16/04/2010


Inside The Special Pillow [2003] <-Download

De 86 a 94, Dan Cuddy esteve à frente do Hypnolovewheel, banda que oscilava entre o pop sessentista e o rock alternativo dos anos 80 — principalmente o produzido por Husker Du, R.E.M. e Wire. Após a dissolução do grupo, Dan trocou Long Island pela pacata Hoboken, em Nova Jersey, onde criou o Special Pillow, também bastante influenciado pela década de 60. O debute, Ancienty History, de 96, trazia longas jams psicodélicas, com direito a guitarras de James McNew, baixista do Yo La Tengo e gênio por trás do Dump.

Anos depois, Dan Cuddy acertou a mão em Inside The Special Pillow (2003, Zokto), um álbum repleto de canções curtas, despretensiosas e influenciadas pelo rock alternativo dos anos 90. Sem a companhia de McNew, Dan parece ter ficado à vontade para se inspirar no Yo La Tengo, referência escancarada tanto nas faixas acústicas quanto nos momentos elétricos. O disco só não é impecável devido aos onipresentes arranjos de cordas, que tornam algumas passagens quase tão lamentáveis quanto a capa.  Sleepy Beauty, terceiro e último disco do Special Pillow, saiu em 2006.

Poison Apples

Stroke – Songs For Chris Knox (VA)

13/12/2009

Stroke – Songs For Chris Knox [2009] <- Download CD1, CD2

Em uma manhã de junho, Chris Knox sofreu um grave derrame, aos 57 anos. Foi obrigado a cancelar uma série de shows e se recolher para uma penosa recuperação. Para ajudar financeiramente, organizou-se um tributo à sua extensa obra. Lançado em novembro, Stroke (“derrame”) é um álbum duplo. Perpassa, em 36 faixas, todas as fases da carreira de Knox, incluindo o Tall Dwarfs, o Toy Love, o The Enemy e seu trabalho solo.

As versões ficam a cargo de uma seleção impressionante. Desde colegas da Flying Nun, como os lendários The Chills, The Verlaines, The Bats, David Kilgour (The Clean) e Alec Bathgate (parceiro do Tall Dwarfs, que também criou a capa, com a combinação de cores predileta de Chris), até bons nomes atuais — como Jay Reatard, que abre o disco com Pull Down The Shades, do Toy Love. A influência de Knox é ainda mais escancarada em brilhantes participações de Portastatic, Yo La Tengo, Bill Callahan, Lou Barlow, Lambchop, Will Oldham e Stephin Merrit. E, para completar, ninguém menos que Jeff Mangum dá as caras, apropriando-se da clássica Sign The Dotted Line, do Tall Dwarfs, num dos pontos altos da coletânea.

Temos três canções inéditas de Knox: Knoxed Out, gravada por Hamish Kilgour, do The Clean; Napping In Napland, do The Nothing, banda atual do homenageado; e Sunday Song, amostra do próximo lançamento do Tall Dwarfs — que terá vocais sem letra e continua em produção, apesar de tudo. Stroke – Songs For Chris Knox é um excelente tributo, tanto para fãs convictos quanto para quem deseja conhecer um pouco da obra do fundador do punk na Nova Zelândia. Você pode comprar o disco aqui e aqui. É uma causa nobre, sem dúvida.

Portastatic - Nostalgia's no ExcuseJeff Mangum - Sign The Dotted LineStephin Merritt - Beauty

Dump – A Plea For Tenderness

07/11/2009

download
A Plea For Tenderness [1998] <-Download

Antes de assumir o baixo do Yo La Tengo, James McNew já havia gravado o último disco do Christmas e algumas canções para uma incipiente carreira solo. Em 92, o YLT lançou May I Sing With Me, que alinhou o grupo às melhores guitar bands da época e preparou terreno para os quatro ótimos álbuns seguintes, lançados pela Matador.  Batizado de Dump, o projeto solo lo-fi de James tomou forma um ano depois, com o lançamento de Superpowerless pela gravadora holandesa Brinkman. A proposta  pouco mudou nos quatro discos posteriores, sempre com um portastudio dando conta de gravar e mixar voz, guitarra, baixo, órgão e bateria.

O Dump condensa em seu DNA virtudes que pontuaram diferentes fases do Yo La Tengo. É nítida a semelhança com as repetições entorpecentes do clássico Painful, assim como são evidentes as raízes fincadas na música pop tradicional americana – influência que deu um toque classudo a I Am Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass, e que em sua carreira solo é bastante acentuada para o funk. Outra ponto em comum é que McNew não pensa duas vezes antes de incluir covers em seus discos.

A Plea For Tenderness (Brinkman, 1998) é o terceiro álbum do Dump. Suas 13 faixas parecem versões lo-fi do Yo La Tengo para standards dos anos 60, de modo que fica difícil reconhecer as três regravações presentes no disco. São composições pop de rara sutileza, onde teclados vintage ocupam os espaços que seriam das guitarras esporrentas de Ira Kaplan. O resultado beira a perfeição, com McNew transitando entre a atmosfera contemplativa de faixas como I Hear You Looking e as baladas bucólicas de Fakebook.

Nesta década, McNew foi para o cast da californiana Shrimper Records, responsável pelo lançamento de That Skinny Motherfucker With The High Voice, album de 2001 só com covers do Prince, e do super recomendado A Grown-Ass Man, de 2003, último registro do Dump até agora. Em breve posto estes outros discos por aqui…

Everlasting LoveClarityMy Head In Your Hands

Yo La Tengo – Popular Songs

29/07/2009

pop
Popular Songs [2009] <- Download

Vazou esta semana o novo álbum do Yo La Tengo, previsto oficialmente para 8 de setembro. Popular Songs repete a fórmula de seu antecessor, I’m Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass, de 2006. São álbuns cuja essência é a música pop tradicional – soul, r’n’b, folk e country –, mas que fazem concessões ao passado guitar band do YLT. A dançante Nothing To Hide é a única faixa do disco que concilia distorção e melodias 60’s, proporcionando o que seria uma versão mais polida do Condo Fucks – pseudônimo usado pelo trio para lançar um álbum de covers no início deste ano.

Nothing To Hide

Vazou esta semana o novo álbum do Yo La Tengo, previsto oficialmente para 8 de setembro.

Popular Songs repete a fórmula de seu antecessor, I’m Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass,de 96. São álbuns cuja essência é a música pop tradicional – soul, r’n’b, folk e country –, mas que fazem concessões para o passado guitar band do yo la tengo. A dançante Nothing To Hide é o único momento em que distorção e melodias 60’s se encontram numa mesma música, proporcionando o que seria uma versão mais polida do Condo Fucks – pseudônimo usado pelo trio para lançar um álbum de covers no início deste ano.

Condo Fucks – Fuckbook

20/03/2009

condo

Fuckbook [2009] <- Download

Condo Fucks foi o pseudônimo escolhido pelo Yo la Tengo para lançar o disco Fuckbook. O título do álbum é um trocadilho com Fakebook, de 1990, uma espécie de tributo acústico aos ídolos da banda – a maioria deles nomes consagrados dos anos 60. Fuckbook é bem diferente, com guitarras no último volume revisitando grupos que vão de Troggs a Richard Hell. Na carreira do YLT, a única relação que me vem à cabeça é com uns shows super toscos que o trio fez com o Jon Spencer há um tempo atrás. Pois é, Yo La Tengo lançando um disco tosco. Fuckbook é rock de garagem, sujo e urgente. Um improvável encontro entre Sonic Youth e Billy Childish.

What'cha Gonna Do About It? (The Small Faces)