Posts Tagged ‘noise’

Top Surprise – Home

22/06/2011

Primeiro clipe da Top Surprise, saca só:

Home é parte do EP Everything Must Go, baixe aqui.

Magik Markers – I Trust My Guitar, Etc.

10/02/2011


I Trust My Guitar, Etc. [2004] <- Download

O Magik Markers surgiu na pequena Hartford, capital do estado de Connecticut, em 2001. Lançados em CD-R por selos que até o Google desconhece, os primeiros registros da banda resgatam os primórdios da cena no wave, quando hardcore e art rock caminhavam juntos. As performances caóticas do grupo chamaram a atenção de Thurston Moore, que os convidou para abrir shows do Sonic Youth e lançou, em 2004, I Trust My Guitar, Etc por sua gravadora, a Ecstatic Peace. Tão ou mais intenso quanto as referência da banda, o disco é um turbilhão de acordes dissonantes, batidas aceleradas, barulhos atonais e gemidos desesperados da vocalista e guitarrista Elisa Ambrogio. Gravações toscas e estruturas pouco atraentes impediram que as canções do trio fossem captadas pelos radares imprensa, deixando o Magik Markers de fora quando o assunto era o revival no wave – melhor assim, pelo menos eles não foram incluídos num balaio cheio de artistas meticulosamente toscos. Recomendado para fãs de Bikini Kill, Royal Trux, Free Kitten e Velvet Underground.

Big Troubles – Worry

21/10/2010


Worry [2010] <- Download

Formado em 2009 por Ian Drennan e Alex Craig, o Big Troubles lançou recentemente seu disco de estréia pela OESBEE Records. Com um dream pop de timbres estourados, Worry é uma bela amostra do quanto o underground americano tem a oferecer aos que prezam por melodias pop e suportam camadas de distorção. A Rough Trade foi certeira ao defini-los: “My Bloody Valentine com restrições orçamentárias, mas alguns idiotas deixaram as batidas eletrônicas do Big Black ao fundo”. Soa como se o Times New Viking interpretasse as composições do Wild Nothing, sujando cada acorde, sem, no entanto, conseguir soterrar as dançantes linhas de baixo à la Peter Hook. Destaque para a Freudian Slips, que mais parece The Pains of Being Pure at Heart com Billy Corgan nos vocais, Drastic And Difficult, um petardo ruidoso e urgente semelhante aos do Surf City, e Creeper, que remete aos momentos mais desleixados do Lilys.

Desconsidere qualquer lista de melhores do ano que não cite a estréia do Big Troubles.

Thinking Fellers Union Local 282 – Mother of All Saints

02/09/2010

Mother of All Saints [1992] <- Download

Mother of All Saints é o quarto álbum do Thinking Fellers Union Local 282, e o segundo da banda pela Matador. Mais robusto que Lovelyville, seu antecessor, e mais esquizofrênico que seu sucessor Strangers From The Universe (já postado no Last Splash), o disco de 1992 é uma vasta coleção de sons estranhos gerados por guitarras elétricas. O quinteto de São Francisco passeia, durante sessenta e oito minutos, por momentos propulsivos quase punk, ecos de shoegaze (ouça Wide Forehead), piadas internas, e densos experimentos concretistas que fazem os feedbacks de um Telescopes soarem acessíveis. Melodias pop pipocam aqui e ali, sempre criativas e surpreendentes, em doses homeopáticas espalhadas pelas 23 faixas. Fundamental.

Medicine – Shot Forth Self Living

07/07/2010

Shot Forth Self Living [1992] <- Download

Músico e produtor conceituado na cena alternativa de Los Angeles, o guitarrista Brad Laner formou o Medicine em 1991, ao lado de Jim Goodall  (bateria) e Beth Thompson (vocais). As camadas de guitarras distorcidas e sons atmosféricos sobre batidas hipnóticas enquadram o grupo na estética dream pop, com as vozes suaves e melódicas de Laner e Thompson fechando o pacote.

O álbum de estréia do Medicine foi lançado em 1992, na Inglaterra, pela emblemática Creation — legitimando a identificação do  trio  com o shoegaze britânico. Shot Forth Self Living, que só sairia nos EUA  alguns meses depois (pela Def American, de Rick Rubin), é um dos melhores representantes norte-americanos do som capitaneado por Kevin Shields. Abrindo com a brilhante One More e sua introdução com mais de dois minutos de feedback, as nove faixas trazem à mente desde Lush e Ride até Stereolab, Mercury Rev e Codeine. Ecos do passado industrial de Laner casam harmoniosamente com as frases estridentes de sua guitarra.

O Medicine acabou em 1996, após seu terceiro disco, Her Highness. Em 2003, Laner lançou The Mechanical Forces of Love, sob o nome de Medicine — com Shannon Lee, filha de Bruce Lee, substituindo Beth Thompson nos vocais.

Medicine - Defective
Medicine - Miss Drugstore