Posts Tagged ‘mike rep’

VA – I Stayed Up All Night Listening To Records

23/02/2011

I Stayed Up All Night Listening To Records [1998] <- Download

I Stayed Up All Night Listening To Records foi lançado em 1998 pela lendária Anyway Records, de Columbus, Ohio — pequeno selo em cujo catálogo constam Belreve, Mike Rep, Moviola e Guided By Voices, entre outros. As faixas da compilação foram inteiramente executadas, e quase sempre gravadas, cada uma por um único músico. Com poucas exceções, o material é exclusivo. Não é difícil entender por que o  álbum já foi apelidado de “nuggets lo-fi”: em pouco mais de uma hora de duração, encontram-se amostras de inúmeras vertentes do indie rock caseiro dos anos 90, com canções impecavelmente construídas e bastante ruído dos portastudios de cassete.

Os mestres Tobin Sprout e Robert Pollard, do Guided By Voices, encabeçam a lista de 25 artistas, quase todos naturais de Ohio. O primeiro em seu auge, na irretocável Cryptic Shapes, e o segundo em um de seus momentos menos acessíveis. Lendas locais como Mike Rep, Robert Griffin (Scat Records), Ron House e Don Howland aparecem com músicas dentro da excelente média do resto do disco. James McNew, do Yo La Tengo, sob seu pseudônimo Dump, contribui com a sentimental It’s Not Awright. Destacam-se ainda Ted Hattemer, do Moviola; e Jenny Mae, com a maravilhosa Drapes. Para completar, é intrigante a semelhança absurda que Straight To Neil, do obscuro Earnest, apresenta com o estilo de Lê Almeida.


Ego Summit – The Room Isn’t Big Enough

25/11/2009

The Room Isn’t Big Enough [1997] <- Download

O Ego Summit foi um projeto criado  em Columbus, Ohio, por alguns dos veteranos da estética lo-fi/experimental da região. Em algumas noites de 1997, os amigos Ron House (Thomas Jefferson Slave Apartments etc.), Jim Shepard (Vertical Slit etc.), Don Howland (Bassholes etc.), Tommy Jay (Twisted Shouts etc.) e Mike Rep se reuniram num estábulo, e ao fim tinham em mãos The Room Isn’t Big Enough. Lançado em uma pequena tiragem em vinil pelo Old Age/No Age, selo de Mike Rep, o disco tem hoje status de raridade; mas há quem afirme que basta rodar por algumas lojas de Columbus para conseguir uma cópia zerada. As 13 faixas não deixam dúvidas de que a produção foi tão despojada como reza a lenda. Passeiam pelo punk de meia-idade, a psicodelia deteriorada, o folk de apartamento e outros sub-estilos marginais, sempre soando tão mal quanto possível. Não obstante, são em geral ótimas composições — que fazem jus ao título de supergrupo lo-fi do Ego Summit.

Ego Summit - Illogical
Ego Summit - We Got It All

Mike Rep And The Quotas – Stupor Hiatus Vol. 2

20/06/2009

stupor hiatus

Stupor Hiatus Vol. 2 [1992] <- Download

As primeiras gravações conhecidas de Mike “Rep” Hummel datam aproximadamente de 1975. Foi quando ele registrou em sua casa, entre outras faixas, Rocket To Nowhere e Quasar; que viriam a compor seu primeiro single, lançado pelo selo Moxie apenas em 1978. Numa época em que reinava nas rádios americanas a disco music, ao lado de baladas ultra-polidas e de hard-rocks sulistas virtuosos, não é de se estranhar que a repercussão do compacto tenha sido ínfima — se é que alguma. Não obstante, Hummel manteve-se prolífico nos anos seguintes, acabando por desempenhar um papel crucial no movimento de gravação caseira que viria a explodir na década de 90.

Se Ohio, sua terra natal e residência até os dias atuais, pode ser considerada com justiça a Meca da produção lo-fi mundial, muito se deve à assinatura “LFW” (Lovingly Fucked With), que estampa todo disco a contar com seus talentos de produtor. Foi “amorosamente fodida com” Mike Rep uma enorme lista de bandas de Ohio; entre elas o Guided By Voices, no clássico Propeller, e, mais recentemente, o Times New Viking.

Stupor Hiatus foi lançado em 1992 pela Siltbreeze, reunindo gravações de várias épocas, desde Rocket To Nowhere. As 13 faixas entregam as idéias mais diversas, de influências do pop dos anos 60 e do protopunk (inclusive há uma versão de Sister Ray, do Velvet Underground) até sons que chegam a se aproximar do absurdismo do Ween. Mas, assim como no GBV — e na maioria das bandas com que Mike trabalha —, o mais importante são as canções. E todas aqui valem a pena.

Mike Rep And The Quotas - I Resign
Mike Rep And The Quotas - Basket Of Flowers
Mike Rep And The Quotas - Rocket To Nowhere