Posts Tagged ‘indie’

The Cigarettes – The Lights (EP)

25/09/2017

FREE DOWNLOAD!!!

The Lights é o enésimo EP na extensa discografia do Cigarettes. A faixa-título é uma prévia do sétimo álbum de Marcelo Colares, que será lançado ainda em 2017 pela Pug Records. Também inédita, Never Know Why estava engavetada enquanto as outras três canções circularam recentemente em coletâneas e singles virtuais. Então, The Lights funciona como um “best of” das gravações mais recentes desta one-man-band que hoje reside na pequena Itaperuna, no noroeste fluminense. Condensando diferentes influências em uma mesma vibe, o EP traz incursões acústicas, baterias primitivas, beats eletrônicos, solos intermináveis, timbres estourados e atmosferas glaciais que remetem a nomes como Neil Young, Beat Happening, Radio Dept., J Mascis, Neutral Milk Hotel e Slowdive, necessariamente nesta ordem. Saiba mais em database.fm/cigarettes

Pug Records Shop #01

15/12/2012

Pug Records Shop #01 [2012] <- Download

Pug Records Shop #01 reúne músicas de CDs, K7s e vinis disponíveis na banquinha do selo mineiro Pug Records. Além de lançamentos da Pug, a compilação traz faixas dos amigos da Transfusão Noise e de outros selos parceiros, abrangendo bandas do Brasil, Estados Unidos, Costa Rica, Indonésia e Espanha.

Fiel à estética do selo, o tracklist é repleto de gravações caseiras e guitarras distorcidas, mas permite algumas exceções. Em seus 48 minutos, ruídos shoegaze e petardos noise pop de inspiração noventista são intercalados por surf punk, por indie pop para as pistas e até mesmo por flertes com a bossa nova.

Mais do que uma amostra dos produtos de sua loja virtual, as 18 faixas funcionam como um resumo do Pug Records, que completa 3 anos no início de 2013. Visite o site da Pug para baixar todo o catálogo do selo gratuitamente, e dê uma passada na loja para comprar cassetes, compactos, camisetas e outros artefatos pop.

Capa por Gustavo Pedrosa.

Joe Christmas – Upstairs, Overlooking

25/10/2010

Upstairs, Ovelooking [1995] <- Download

Antes de se chamar Joe Christmas, o grupo de Athens lançou um EP, em 1993, sob o nome Crayon. Quando descobriram uma banda homônima mais antiga, em Washington (que, por sua vez, daria origem ao Tullycraft), os colegas de escola decidiram batizar-se com o nome do protagonista mestiço de Luz em Agosto, de William Faulkner. O primeiro EP oficial veio em seguida, chamando atenção no cenário independente e garantindo, logo após o ingresso dos integrantes em diferentes universidades (o que parecia decretar o fim da diversão), um convite para gravar um álbum pela Flying Tart.

Mas Upstairs, Overlooking, estreia do quarteto, prometia mais do que a Flying Tart poderia realizar. O selo passou, então, a bola para a Tooth & Nail — na época um nome importante —, que lançou o disco no verão americano de 1995. Produzido por Chris Colbert, o primeiro álbum do Joe Christmas representa bem o clima do indie americano na metade dos anos 90. As guitarras distorcidas adornam canções eminentemente pop, e o caráter naïve da maior parte das letras — como na sensacional Coupleaskate — lembra que os integrantes mal haviam se  despedido da puberdade. A referência a Faulkner prova-se mais um reflexo das aulas de literatura no colegial do que um indício de erudição.

O segundo disco do Joe Christmas, North To The Future, saiu em 1997 — ano em que o grupo se dissolveu para dar origem ao também ótimo Summer Hymns, tomando o rumo do alt-country.

Red Hot + Bothered: The Indie Rock Guide to Dating

06/08/2010


The Indie Rock Guide to Dating [1995] <- Download

Desde 1990, ano em que foi criada, a Fundação Red Hot tem organizado coletâneas beneficentes a fim de arrecadar fundos e atrair atenção para sua causa, o combate à AIDS. Longe de ser uma instituição de caridade tradicional, a ONG sempre esteve bastante antenada com a cultura pop, compilando faixas inéditas de artistas relevantes de suas respectivas épocas. Lançada em 95, Red Hot + Bothered: The Indie Rock Guide to Dating traz uma seleção que é um verdadeiro deleite para os fãs do rock alternativo dos anos 90. Como se não bastasse abranger bandas de diferentes países e de vários subgêneros, suas 18 faixas nos brindam com projetos obscuros de nomes emblemáticos do rock independente.

Robert Pollard, Tobin Sprout, Kelly e Kim Deal abrem a coletânea sob o nome de Freedom Cruise, projeto que reuniu as duas melhores bandas de Ohio. Doug Marsh, acompanhado pelos conterrâneos do Caustic Resin, vem em seguida com um arranjo de metais à altura dos da PELVs. O Folk Implosiom, de Lou Barlow, aparece com a auto-explicativa Indierockinstrumental. Ainda entre os projetos paralelos, temos o Future Bible Heroes, encabeçado por Stephin Merritt, e o Cradle Robbers, parceria entre Lois Maffeo e Rebecca Gates, do Spinanes. O Heavenly representa o indie pop britânico (e o selo americano K Recs), enquanto o Verlaines honra a tradição neozelandesa. Outros favoritos do Last Splash também marcam presença, como Grifters, East River Pape e The Sea And Cake. E vale citar a participação de Jim O’Rourke, que na ocasião integrava o Gastr del Sol. Mas a melhor faixa pertence aos australianos do Noise Addict, com a ensolarada Mouthwash.

ps. o arquivo disponibilizado para download inclui páginas do zine que acompanhava o álbum. Além de dicas sobre prevenção de DSTs (totalmente dispensáveis nos dias de hoje), nos textos você encontra entrevistas, resenhas e depoimentos dos artistas sobre suas participações.

Medicine – Shot Forth Self Living

07/07/2010

Shot Forth Self Living [1992] <- Download

Músico e produtor conceituado na cena alternativa de Los Angeles, o guitarrista Brad Laner formou o Medicine em 1991, ao lado de Jim Goodall  (bateria) e Beth Thompson (vocais). As camadas de guitarras distorcidas e sons atmosféricos sobre batidas hipnóticas enquadram o grupo na estética dream pop, com as vozes suaves e melódicas de Laner e Thompson fechando o pacote.

O álbum de estréia do Medicine foi lançado em 1992, na Inglaterra, pela emblemática Creation — legitimando a identificação do  trio  com o shoegaze britânico. Shot Forth Self Living, que só sairia nos EUA  alguns meses depois (pela Def American, de Rick Rubin), é um dos melhores representantes norte-americanos do som capitaneado por Kevin Shields. Abrindo com a brilhante One More e sua introdução com mais de dois minutos de feedback, as nove faixas trazem à mente desde Lush e Ride até Stereolab, Mercury Rev e Codeine. Ecos do passado industrial de Laner casam harmoniosamente com as frases estridentes de sua guitarra.

O Medicine acabou em 1996, após seu terceiro disco, Her Highness. Em 2003, Laner lançou The Mechanical Forces of Love, sob o nome de Medicine — com Shannon Lee, filha de Bruce Lee, substituindo Beth Thompson nos vocais.

Medicine - Defective
Medicine - Miss Drugstore