The Clean – Anthology

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Anthology [2002] <- Download CD 1, CD 2

O The Clean foi formado em 1978, na Nova Zelândia, pelos irmãos Hamish e David Kilgour, respectivamente bateria e guitarra. Depois de uma breve tentativa de se estabelecer em Auckland, o grupo retornou à Dunedin natal e firmou-se com o baixista Robert Scott, em 1980. Uma das primeiras bandas de seu país a tocar material próprio, o trio desenvolveu cedo sua sonoridade, influenciado pelo punk e pelo rock dos anos 60 — o que motivou o entusiasta Roger Shepherd a criar, em 1981, a Flying Nun Records, para pôr no mercado o 7″ Tally Ho/Platypus. Reza a lenda que o primeiro lançamento do The Clean foi gravado ao vivo em quatro canais, e que as letras das duas faixas foram escritas por David Kilgour num guardanapo, na manhã do dia da gravação. Fato é que o single vendeu surpreendentemente bem, marcando o início de uma era totalmente nova no Kiwi Rock (como é chamado o rock neozelandês). Nascia o Dunedin Sound, e começava o reinado da Flying Nun.

Ainda em 1981, o Clean lançou Boodle Boodle Boodle, em que dispensaram os atrasados técnicos de som do arquipélago e recrutaram os amigos Chris Knox (Tall Dwarfs) e Doug Hood para o comando do parco equipamento de gravação. O EP alcançou a incrível quarta posição da parada nacional. No ano seguinte vieram mais um EP, Great Sounds Great, Good Sounds Good, So-So Sounds So-So, Bad Sounds Bad, Rotten Sounds Rotten; e um single, Getting Older. O grupo então se desmembrou em vários outros projetos, só se reunindo novamente em 1988, para uma série de shows. Em 1990 foi lançado enfim o primeiro álbum completo, o ótimo Vehicle — seguido por Modern Rock, em 1994; Unknown Country, em 1996; e Getaway, em 2001. Está prometido para este ano um novo disco, batizado de Mister Pop.

Anthology é a melhor introdução possível ao som do Clean. O álbum duplo saiu em 2002 pela Flying Nun e no ano seguinte pela Merge; reunindo, em sua primeira parte, todo o material da fase clássica do nome mais importante da história do Kiwi Rock. Em ordem cronológica, estão as duas faixas do primeiro single, as cinco de Boodle, as sete de Good Sounds Good e as três de Getting Older, mais algumas raridades. O disco dois consiste em uma boa seleção de músicas da fase pós-reunião (exceto pelo então recém-lançado Getaway). Destacam-se em Anthology, além da infinidade de hits, momentos como Point That Thing Somewhere Else, do primeiro EP, que se parece muito com algo que o Yo La Tengo viria a fazer apenas dez anos depois; e Twist Pop, que fecha a coletânea soando como uma contra-homenagem ao Pavement, declaradamente um dos maiores admiradores do The Clean.

The Clean - Billy Two

The Clean - Point That Thing Somewhere Else
The Clean - Twist Pop

TheClean

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2 Respostas to “The Clean – Anthology”

  1. Stroke – Songs For Chris Knox (VA) « last splash Says:

    […] Desde colegas da Flying Nun, como os lendários The Chills, The Verlaines, The Bats, David Kilgour (The Clean) e Alec Bathgate (parceiro do Tall Dwarfs, que também criou a capa, com a combinação de cores […]

  2. Surf City – Surf City « last splash Says:

    […] do trio até agora, saiu pela Morr Music em 2008, mas, claro, bebe em clássicos Flying Nun, como The Clean, Tall Dwarfs e 3Ds . Outra influência declarada é a do Pavement, e a fixação com a banda é […]

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