Posts com Tag ‘teenager’

Joe Christmas – Upstairs, Overlooking

25/10/2010

Upstairs, Ovelooking [1995] <- Download

Antes de se chamar Joe Christmas, o grupo de Athens lançou um EP, em 1993, sob o nome Crayon. Quando descobriram uma banda homônima mais antiga, em Washington (que, por sua vez, daria origem ao Tullycraft), os colegas de escola decidiram batizar-se com o nome do protagonista mestiço de Luz em Agosto, de William Faulkner. O primeiro EP oficial veio em seguida, chamando atenção no cenário independente e garantindo, logo após o ingresso dos integrantes em diferentes universidades (o que parecia decretar o fim da diversão), um convite para gravar um álbum pela Flying Tart.

Mas Upstairs, Overlooking, estreia do quarteto, prometia mais do que a Flying Tart poderia realizar. O selo passou, então, a bola para a Tooth & Nail — na época um nome importante —, que lançou o disco no verão americano de 1995. Produzido por Chris Colbert, o primeiro álbum do Joe Christmas representa bem o clima do indie americano na metade dos anos 90. As guitarras distorcidas adornam canções eminentemente pop, e o caráter naïve da maior parte das letras — como na sensacional Coupleaskate — lembra que os integrantes mal haviam se  despedido da puberdade. A referência a Faulkner prova-se mais um reflexo das aulas de literatura no colegial do que um indício de erudição.

O segundo disco do Joe Christmas, North To The Future, saiu em 1997 — ano em que o grupo se dissolveu para dar origem ao também ótimo Summer Hymns, tomando o rumo do alt-country.

Carnaval Shoegaze – The Pains Of Being Pure At Heart

22/02/2009

pure

The Pains Of Being Pure At Heart [2009] <- Download

Pode-se dizer que o Pains Of Being Pure At Heart é uma banda conservadora. Não é um grupo original, absolutamente. Na verdade, trata-se justamente de um esforço romântico no sentido de manter vivas sensações antiquadas, bregas, cafonas. “As dores de ser puro de coração” são o apelo indie-pop ao âmago do ouvinte endurecido pela vida, transformado em um ser irônico e forçosamente insensível pelas bigornas de desenho animado que constantemente, ao longo dos anos, esmagam seu órgão bombeador de sangue, arrancando fora a adolescência. I could stand to be a fixture / in a faded family picture / but i can’t see into the sunset / all i know is that you’re perfect right now*. Trata-se da tentativa de preservar emoções efêmeras – congelar arroubos de contemplação que proporcionam momentos de beleza a alguns (e, obviamente, a outros não). (Porque a perfeição está nos olhos de quem vê, não é?).

O quarteto é de NY e sua estréia homônima, mixada por Archie Moore, foi lançada este ano pela Slumberland.

Baixe. Talvez te faça bem.

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