Posts com Tag ‘power pop’

By Divine Right – All Hail Discordia

20/12/2010


All Hail Discordia [1997]

Depois de quase dez anos lançando fitas demo, o By Divine Right debutou com All Hail Discordia (Nettwerk, 1997). Despido das ornamentações de seus sucessores, o disco evidencia os riffs de Miguel Contreras – talvez o mais próximo que uma guitar band já chegou do rock setentista – e as inventivas estruturas de suas composições. Refrãos são protelados por alguns segundos, valorizando os arranjos que os antecedem e, sobretudo, valorizando a si mesmos – artifício que Feist e Brendan Canning, ex-parceiros de Contreras, aprimoraram no Broken Social Scene. Mas, em All Hail Discordia, a dinâmica instigante não impede que as músicas tenham um formato pop, tanto é que as faixas beiram os dois minutos e, muitas vezes, soam como se o Noise Addict tivesse surgido num país gelado como o Canadá.

Cheeky Monkey – Four Arms To Hold You

19/06/2010


Four Arms To Hold You [1998] <-Download

Cheeky Monkey foi uma parceria entre Francis McDonald e Michael Shelley. Baterista de bandas escocesas seminais, Francis dispensa maiores apresentações. Já o nova-iorquino Michael Shelley é mais conhecido por seu programa na rádio WFMU, embora tenha uma discografia solo consistente. Os dois começaram a compor juntos por telefone, até que, em 97, se reuniram durante quatro dias em Glaslow para gravar Four Arms To Hold You, lançado no ano seguinte pela Big Deal. O resultado é surpreendente, de longe um dos melhores discos de power pop dos anos 90. Francis abdica das guitarras distorcidas, enquanto Shelley abre mão do jangle pop oitentista e vai mais fundo, resgatando o rhythm’n'blues de seu país. A produção, orgânica e despojada, funciona perfeitamente tanto para as faixas mais divertidas quanto para as baladas mais deprês.

Em 2002, o disco foi relançado pela Shoeshine Records, gravadora que pertence a Francis McDonald. Aqui tem uma coletânea da Shoeshine, que, assim como Four Arms To Hold You, é super recomendada para fãs de Matthew Sweet.

VA – Shoeshine Records Sampler

05/12/2009


Shoeshine Records Sampler [2002] <-Download

A Shoeshine Records pertence a Francis MacDonald. Boa parte de seu catálogo é composta por projetos paralelos e carreiras solo de gente que tocou com Francis no Teenage Fanclub. E, já que a Escócia é o país com mais bandas fodas por quilometro quadrado, é inevitável a participação de amigos ilustres nestas bandas, como a de Eugene Kelly, do Vaselines. Além de parcerias obscuras,  a Shoeshine também lançou discos do  BMX Bandits e de Alex Chilton, do Big Star, influência seminal para o power pop escocês. Shoeshine Records Sampler, de 2002, é a compilação que melhor representa o selo, e ainda traz em formato digital faixas antes só disponíveis em raros vinis.

A influência power pop que marcou toda essa geração escocesa está presente, mas divide espaço com o folk e o country. Sem qualquer resquício do passado guitar band do Teenage Fanclub, a coletânea é repleta de baladas alt-country, feitas sob medida para fãs do Wilco. Já os poucos momentos elétricos poderiam entrar em qualquer álbum do Matthew Sweet. Não vou destrinchar as formações das desconhecidas bandas aqui presentes;  mas, se assim fizesse, te garanto que você faria questão de importar este CD. O Gilberto, do Lazer Guided, postou recentemente dois ótimos álbuns da Shoeshine, um do Speedboat e uma coletânea parecida com esta.

Astro Chimp - Draggin'


Cheeky Monkey - I Wanna Live With You


Major Matt Mason USA - Black Hole


Nice Man & The Bad Boys – The Art Of Hanging Out

15/09/2009

download
The Art Of Hanging Out [2004] <-Download

O escocês Francis MacDonald é mais conhecido como ex-baterista do Teenage Fanblub, embora já tenha gravado com BMX Bandits, Pastels, Belle & Sebastian e Eugenius, entre outros nomes ilustres de seu país. Tocando todos os instrumentos e sob a alcunha de Nice Man, Francis lançou-se em carreira solo no começo desta década. O debute, Sauchiehall & Hope, de 2003, é uma auto-intitulada Opera Pop sem contra-indicações para quem gostou dos últimos trabalhos do Teenage. O disco foi lançado no Brasil pela Slag, e até rendeu uma turnê por aqui. The Art of Hanging Out saiu no ano seguinte, e traz melodias mais felizes, guitarras mais distorcidas e letras um pouco mais otimistas em relação ao amor. A sonoridade elétrica é fruto da companhia dos Bad Boys, que em faixas como Mine Mine Mine restabelecem um elo não tão perdido entre o Teenage Fanclub e o shoegaze.

Mine Mine Mine


Hey Slinky


Matthew Sweet – 100% Fun

18/07/2009

100%fun

100% Fun [1995] <- Download

Matthew Sweet nasceu em Lincoln, Nebraska. No início dos anos 80, foi cursar faculdade em Athens, atraído pela vibrante cena que começava a aparecer na cidade estudantil. Em pouco tempo foi admitido na guitarra do Oh-Ok, posto que ocupou durante os anos de 1983 e 1984. Com o fim prematuro do grupo, formou o Buzz of Delight, que durou ainda menos, deixando apenas um EP gravado.

Em 1985,  Sweet conseguiu um contrato com a Columbia, lançando Inside, seu primeiro disco solo, no ano seguinte. Earth saiu em 1989 pela A&M, repetindo o fraco desempenho comercial de seu antecessor. Somente em 1991, com Girlfriend — lançado pouco menos de um mês após Nevermind —, Sweet finalmente correspondeu às expectativas de uma gravadora. A faixa-título tornou-se um hit, e tanto seu single quanto o álbum venderam bem. Altered Beast, dois anos depois, manteve o sucesso; e em 1995 foi lançado 100% Fun.

O quinto registro solo de Matthew Sweet, como a ironia do título já afirma, é o menos melancólico até então. Enquanto 100% Fun abre com uma música chamada Sick Of Myself, temos ninguém menos que um inspirado Richard Lloyd (Television) na guitarra, garantindo que a mais depressiva das mensagens seja entregue de forma direta e envolvente. Some-se a isso as irretocáveis melodias de Sweet, e você tem uma verdadeira pérola do power-pop dos anos 90. Fãs do Teenage Fanclub, preparai-vos para lágrimas de alegria.

Matthew Sweet - Sick Of Myself


Matthew Sweet - Giving It Back



Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.