Posts com Tag ‘nova zelândia’

Surf City – Kudos

14/09/2010


Kudos [2010] <- Download

O Surf City já apareceu por aqui com seu EP homônimo, caracterizado como se “Strokes, Clap Your Hands Say Yeah e Broken Social Scene colidissem dentro de uma única composição, que, se caísse em mãos erradas e fosse tratada num estúdio profissional, agradaria em cheio aos editores do Pichfork Media”. Depois do brilhante Surf City, de 2008, os quatro jovens neozelandeses poderiam investir suas mesadas num álbum super produzido, esperançosos em serem reconhecidos como um crossover dos anos 00’s, garantindo sua passagem para o mainstream e desaparecendo dos posts deste blog – o que, definitivamente, não aconteceu.

Kudos (Popfrenzy, 2010) é a interseção de dois mundos até então paralelos. Suas 11 faixas dosam a produção lo-fi da tosquíssima cena noise pop atual com a grandiloqüência de Animal Collective, Arcade Fire, entre outras bandas indies megalomaníacas contemporâneas. Embora bem mais produzido do que o trabalho anterior, Kudos soa como uma demo do Broken Social Scene, ou talvez como uma parceria entre os canadenses e o Sandy City. Contraditório a ponto de ser representativo sobre o rock alternativo dos anos 10.

Superette – Tiger

24/07/2010


Tiger [1996] <- Download

Formado na Nova Zelândia em 1993, o Superette lançou somente um álbum antes de encerrar suas atividades no final dos anos 90. Em 2005, uma reedição de Tiger, lançado originalmente em 96 pela Flying Nun, reuniu todo material produzido pela banda, incluindo os EPs Rosepig e Touch Me. A compilação incentivou o trio a voltar aos palcos, porém sem pretensões de entrar em estúdio. Assim como nos conterrâneos do 3Ds, é clara a influência de Frank Black e Kim Deal na obra do Superette, o que não chega a desqualificá-los. Afinal, se você tem Pixies como Beatles, é possível ser criativo e autêntico, ainda que apenas derivando o legado do quarteto americano.

Está tudo aqui: a dinâmica loud-quiet-loud, os gritos intercalados por suaves vozes femininas, as linhas de baixo simples e viciantes, bem como os riffs esquizofrênicos capazes de levantar estádios. Mas o que faz do Superette uma banda interessantes é a sua capacidade de reproduzir aspectos menos superficiais do Pixies, como, por exemplo, conferir contornos pop às composições tortuosas. Abrindo o restrito leque de influências dos neozelandeses, temos também um pouco de Smashing Pumpkins, como na delicada Bye Bye, e ecos tardios do grunge.

ps. o arquivo disponibilizado aqui tem as mesmas faixas da reedição de 2005, porém foi mantida a masterização original de Tiger e dos dois EPs, que se encontram em pastas separadas.

Surf City – Surf City EP

24/04/2010


Surf City EP [2008] <-Download

O Surf City surgiu na Nova Zelândia no começo dos anos 00′s. O nome da banda foi inspirado em Kill Surf City, b-side do Jesus and Mary Chain. Assim com fizeram os irmãos Reid na referida faixa, o trio deturpa melodias de hits em potencial, reconstituindo-as sob seus padrões delinquentes e barulhentos de música pop. Strokes, Clap Your Hands Say Yeah e Broken Social Scene parecem colidir dentro de uma única composição, que, se caísse em mãos erradas e fosse tratada num estúdio profissional, agradaria em cheio aos editores do Pichfork Media. O EP Surf City, único registro do trio até agora, saiu pela Morr Music em 2008, mas bebe em clássicos da conterrânea Flying Nun, como The Clean, Tall Dwarfs e 3Ds . Outra influência declarada é a do Pavement, e a fixação com a banda é tanta que eles convenceram Steve Keene (artista que já ilustrou álbuns do Pavement, Silver Jews e Apples in Stereo) a fazer esta ótima capa.

Alastair Galbraith – Morse / Gaudylight

16/03/2010

Morse / Gaudylight [2006] <- Download

No início dos anos 80, o The Rip, primeira banda do ainda adolescente Alastair Galbraith, lançou dois EPs pela Flying Nun. Depois disso, ao longo da década, o neozelandês integrou outros grupos, tornando-se nome importante na cena de Dunedin. O mais conhecido desses grupos é o Plagal Grind, que tinha em sua formação Robbie Muir e Peter Jefferies, do Rip, além de David Mitchell, futuro membro do 3D´s.

O clássico primeiro disco-solo de Galbraith, Morse, saiu em 1992, precedido em um ano pelo EP Gaudylight — ambos na americana Siltbreeze. Trazendo alguns bônus, a reedição aqui disponibilizada saiu em 2006 pela Xeric e reúne os dois lançamentos na íntegra. São 28 faixas em uma hora.

Tanto Morse quanto Gaudylight, de acordo com o encarte, foram gravados em um portastudio Teac, com participações de Jefferies, Mitchell e outros amigos. Digerida a produção, as canções remetem ao Tall Dwarfs e ao Pink Floyd de Syd Barret. Fãs argutos do Grenade e do Neutral Milk Hotel também terão uma surpresa — é de se questionar se Rodrigo Guedes e Jeff Mangum não seriam admiradores de Galbraith. O álbum mais recente, Orb, saiu em 2007.

Alastair Galbraith - More Than Magnetic


Alastair Galbraith - As In a Blender


Alastair Galbraith - Time Please


Stroke – Songs For Chris Knox (VA)

13/12/2009

Stroke – Songs For Chris Knox [2009] <- Download CD1, CD2

Em uma manhã de junho, Chris Knox sofreu um grave derrame, aos 57 anos. Foi obrigado a cancelar uma série de shows e se recolher para uma penosa recuperação. Para ajudar financeiramente, organizou-se um tributo à sua extensa obra. Lançado em novembro, Stroke (“derrame”) é um álbum duplo. Perpassa, em 36 faixas, todas as fases da carreira de Knox, incluindo o Tall Dwarfs, o Toy Love, o The Enemy e seu trabalho solo.

As versões ficam a cargo de uma seleção impressionante. Desde colegas da Flying Nun, como os lendários The Chills, The Verlaines, The Bats, David Kilgour (The Clean) e Alec Bathgate (parceiro do Tall Dwarfs, que também criou a capa, com a combinação de cores predileta de Chris), até bons nomes atuais — como Jay Reatard, que abre o disco com Pull Down The Shades, do Toy Love. A influência de Knox é ainda mais escancarada em brilhantes participações de Portastatic, Yo La Tengo, Bill Callahan, Lou Barlow, Lambchop, Will Oldham e Stephin Merrit. E, para completar, ninguém menos que Jeff Mangum dá as caras, apropriando-se da clássica Sign The Dotted Line, do Tall Dwarfs, num dos pontos altos da coletânea.

Temos três canções inéditas de Knox: Knoxed Out, gravada por Hamish Kilgour, do The Clean; Napping In Napland, do The Nothing, banda atual do homenageado; e Sunday Song, amostra do próximo lançamento do Tall Dwarfs — que terá vocais sem letra e continua em produção, apesar de tudo. Stroke – Songs For Chris Knox é um excelente tributo, tanto para fãs convictos quanto para quem deseja conhecer um pouco da obra do fundador do punk na Nova Zelândia. Você pode comprar o disco aqui e aqui. É uma causa nobre, sem dúvida.

Portastatic - Nostalgia's no Excuse


Jeff Mangum - Sign The Dotted Line


Stephin Merritt - Beauty



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