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Stroke – Songs For Chris Knox (VA)

13/12/2009

Stroke – Songs For Chris Knox [2009] <- Download CD1, CD2

Em uma manhã de junho, Chris Knox sofreu um grave derrame, aos 57 anos. Foi obrigado a cancelar uma série de shows e se recolher para uma penosa recuperação. Para ajudar financeiramente, organizou-se um tributo à sua extensa obra. Lançado em novembro, Stroke (“derrame”) é um álbum duplo. Perpassa, em 36 faixas, todas as fases da carreira de Knox, incluindo o Tall Dwarfs, o Toy Love, o The Enemy e seu trabalho solo.

As versões ficam a cargo de uma seleção impressionante. Desde colegas da Flying Nun, como os lendários The Chills, The Verlaines, The Bats, David Kilgour (The Clean) e Alec Bathgate (parceiro do Tall Dwarfs, que também criou a capa, com a combinação de cores predileta de Chris), até bons nomes atuais — como Jay Reatard, que abre o disco com Pull Down The Shades, do Toy Love. A influência de Knox é ainda mais escancarada em brilhantes participações de Portastatic, Yo La Tengo, Bill Callahan, Lou Barlow, Lambchop, Will Oldham e Stephin Merrit. E, para completar, ninguém menos que Jeff Mangum dá as caras, apropriando-se da clássica Sign The Dotted Line, do Tall Dwarfs, num dos pontos altos da coletânea.

Temos três canções inéditas de Knox: Knoxed Out, gravada por Hamish Kilgour, do The Clean; Napping In Napland, do The Nothing, banda atual do homenageado; e Sunday Song, amostra do próximo lançamento do Tall Dwarfs — que terá vocais sem letra e continua em produção, apesar de tudo. Stroke – Songs For Chris Knox é um excelente tributo, tanto para fãs convictos quanto para quem deseja conhecer um pouco da obra do fundador do punk na Nova Zelândia. Você pode comprar o disco aqui e aqui. É uma causa nobre, sem dúvida.

Portastatic - Nostalgia's no Excuse


Jeff Mangum - Sign The Dotted Line


Stephin Merritt - Beauty


Tall Dwarfs – Fork Songs

06/10/2009

Download

Fork Songs [1992] <- Download

O Tall Dwarfs consiste em Chris Knox e Alec Bathgate. Pioneiros da estética lo-fi, os neozelandezes começaram sua carreira em 1981, com o compacto Three Songs — um dos primeiros títulos da Flying Nun. Os “gnomos altos” lançaram EPs e singles por toda a década, mas seu álbum de estréia, Weeville, só viria em 1990. Fork Songs, de 1992, é uma excelente amostra do estilo da dupla: percussões despojadas substituem a bateria, cobertas por guitarras minimalistas, barulhos estranhos e vocais suaves. A sonoridade  influenciou, entre inúmeros grupos, os americanos da Elephant 6. Destaque para as lindas We Bleed Love e Daddy, e para o reggae (?!) Lowlands. A ótima Life Is Strange se parece com os melhores momentos de Tobin Sprout no Guided By Voices.

Tall Dwarfs - Life Is Strange


Tall Dwarfs - Lowlands


The Clean – Anthology

10/07/2009

anthology

Anthology [2002] <- Download CD 1, CD 2

O The Clean foi formado em 1978, na Nova Zelândia, pelos irmãos Hamish e David Kilgour, respectivamente bateria e guitarra. Depois de uma breve tentativa de se estabelecer em Auckland, o grupo retornou à Dunedin natal e firmou-se com o baixista Robert Scott, em 1980. Uma das primeiras bandas de seu país a tocar material próprio, o trio desenvolveu cedo sua sonoridade, influenciado pelo punk e pelo rock dos anos 60 — o que motivou o entusiasta Roger Shepherd a criar, em 1981, a Flying Nun Records, para pôr no mercado o 7″ Tally Ho/Platypus. Reza a lenda que o primeiro lançamento do The Clean foi gravado ao vivo em quatro canais, e que as letras das duas faixas foram escritas por David Kilgour num guardanapo, na manhã do dia da gravação. Fato é que o single vendeu surpreendentemente bem, marcando o início de uma era totalmente nova no Kiwi Rock (como é chamado o rock neozelandês). Nascia o Dunedin Sound, e começava o reinado da Flying Nun.

Ainda em 1981, o Clean lançou Boodle Boodle Boodle, em que dispensaram os atrasados técnicos de som do arquipélago e recrutaram os amigos Chris Knox (Tall Dwarfs) e Doug Hood para o comando do parco equipamento de gravação. O EP alcançou a incrível quarta posição da parada nacional. No ano seguinte vieram mais um EP, Great Sounds Great, Good Sounds Good, So-So Sounds So-So, Bad Sounds Bad, Rotten Sounds Rotten; e um single, Getting Older. O grupo então se desmembrou em vários outros projetos, só se reunindo novamente em 1988, para uma série de shows. Em 1990 foi lançado enfim o primeiro álbum completo, o ótimo Vehicle — seguido por Modern Rock, em 1994; Unknown Country, em 1996; e Getaway, em 2001. Está prometido para este ano um novo disco, batizado de Mister Pop.

Anthology é a melhor introdução possível ao som do Clean. O álbum duplo saiu em 2002 pela Flying Nun e no ano seguinte pela Merge; reunindo, em sua primeira parte, todo o material da fase clássica do nome mais importante da história do Kiwi Rock. Em ordem cronológica, estão as duas faixas do primeiro single, as cinco de Boodle, as sete de Good Sounds Good e as três de Getting Older, mais algumas raridades. O disco dois consiste em uma boa seleção de músicas da fase pós-reunião (exceto pelo então recém-lançado Getaway). Destacam-se em Anthology, além da infinidade de hits, momentos como Point That Thing Somewhere Else, do primeiro EP, que se parece muito com algo que o Yo La Tengo viria a fazer apenas dez anos depois; e Twist Pop, que fecha a coletânea soando como uma contra-homenagem ao Pavement, declaradamente um dos maiores admiradores do The Clean.

The Clean - Billy Two


The Clean - Point That Thing Somewhere Else


The Clean - Twist Pop


TheClean


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